OS MINISTÉRIOS PÚBLICOS ESTADUAIS, PGR, STF, TSE, STJ E SEUS
DIRIGENTES NÃO PODEM NEM DEVEM ESTAR ATRELADOS AOS POLÍTICOS DE
PLANTÃO E NEM DEVE SER ELEITOS POR ELES.
Em Sergipe o novo procurador-geral foi escolhido em meio a uma
polêmica, porque de acordo com o regimento do MPE para escolha do
novo procurador-geral tem que ser entregue ao governador uma lista
tríplice para que ele decida quem irá ocupar o cargo e mesmo assim,
os servidores da instituição fazem uma eleição interna para
indicar quem eles querem que assuma o cargo.
Este ano, houve uma lista dúplice, com os nomes dos promotores
Manoel Cabral Machado Neto e Eduardo D´avila. Na eleição interna,
Manoel Machado teve 104 votos e Eduardo d’Ávila, 58. Seguindo a
tradição, a vontade dos servidores prevalecia, mas o governador
Belivaldo Chagas quebrou a regra.
Durante a coletiva, o novo procurador-geral foi questionado pela
repórter Magna Santana da Fan Fm sobre a escolha do governador e se
posicionou. ” Tenho a legitimidade do voto popular, porque o
governador foi eleito pelo voto popular, diferente dos servidores do
Ministério Público Estadual”, finalizou.
O senhor procurador acabou reconhecendo, com essa resposta, que não
está nem um pouco preocupado com as regras.
Em quanto a eleição de seu nome estar atrelado ao governo de
plantão e os problemas que isso poderia gerar o novo Procurador
Geral do Ministério Público de Sergipe, Eduardo Barreto D’Avila
Fontes, pensa diferente.
Em seu discurso de posse, o novo procurador-geral de Justiça do
Ministério Público Estadual, Eduardo D’Avila, cumprimentou e
destacou sua admiração pelo prefeito Edvaldo Nogueira.
Comentou em seu discurso o
procurador: “Tenho
certeza de que teremos um relacionamento muito profícuo, como sempre
tivemos, até então, dada a sua condição de excelente gestor”,
afirmou o procurador se referindo ao prefeito Edvaldo Nogueira
(PCDOB)“
O flamante procurador assim como
alguns de seus antecessores no cargo tiveram
um posicionamento político que não deve e nem pode ser inerente ao
diretor de um órgão que tem como função FISCALIZAR
e INVESTIGAR atos dos
gestores públicos.
A função dos Ministérios Públicos Estaduais é:
O Ministério Público é uma instituição pública autônoma, a
quem a Constituição Federal atribuiu a incumbência de defender a
ordem jurídica, o regime democrático e os interesses sociais e
individuais indisponíveis. Isto é, o Ministério Público é o
grande defensor dos interesses do conjunto da sociedade brasileira.
Os procuradores e promotores têm a independência funcional
assegurada pela Constituição.
Ou seja: o Ministério Público é
um órgão FISCALIZADOR, e por
isso, deve estar em constante harmonia com a sociedade, pois atua em
seu favor em diversas áreas, como saúde, educação, direitos
humanos, consumidor, crime, patrimônio público, meio ambiente,
entre várias outras.
Cabe ao Ministério Público, dentre suas várias tarefas, fiscalizar
o uso do patrimônio e de recursos públicos – no caso dos
promotores de justiça, eles investigarão possíveis delitos nas
Prefeituras e Câmara de Vereadores. Portanto, caso haja crimes
dentro da administração pública, seja por servidores públicos ou
por pessoas em cargos eletivos, cabe ao MP abrir um processo
judicial.
Por tanto é imperioso que seus integrantes mantenham uma severa
política de isenção político-partidária!
Assim sendo, nos parece que o novo procurador geral de Sergipe deve
ajustar seu discurso para que não apareça como um tipo de
propaganda político eleitoral.
Este episodio dantesco gerado por uma maneira errada de eleger
autoridades para os Ministérios Públicos Estaduais, PGR, STF, STJ e
outros deve ser mudado com URGÊNCIA, sobre pena de desmerecer atos
futuros de fiscalização.
“Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”

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